Caatinga

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Em São Paulo, não são muitas pessoas que já ouviram falar do Parque Nacional da Serra da Capivara. Esse lugar, situado no estado do Piauí, em plena Caatinga, tem muita história para contar. Na foto abaixo, eu estou posando ao lado de um paredão rochoso de goetita, um mineral que contém ferro. A goetita tem essa cor amarelada.

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Caminhando no vale do Desfiladeiro da Capivara, no Piauí, em 2016.

 

Sob a orientação do guia Mauro, fui autorizada a experimentar o broto da macambira, uma das bromélias do sertão. Esse broto é branco e fino, parece um palmitinho, e para chegar até ele é preciso tirar as camadas de folhas espinhentas da bromélia até atingir seu miolo. Eu aprovei o sabor do broto de macambira! Mas se fosse pra matar a fome, teria que comer muitos deles, pois eles são pequeninos.

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Degustando o broto das macambiras, as bromélias que aparecem na foto, ao fundo. Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí, em 2016.

 

O Parque Nacional da Serra da Capivara é uma área de conservação ambiental, ou seja, é uma área natural com características especiais e que foi escolhida para ser protegida por lei. Em um Parque é permitida a visitação e o desenvolvimento de pesquisas, mas há uma série de regras que precisam ser seguidas para que o local continue preservado.

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Ainda bem que é permitido tirar fotos em um Parque! E não tem limite, você pode tirar quantas fotos quiser, desde que siga as regras do local e  não perturbe os animais nem destrua as plantas.

 

Uma das características que justificou a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara foi a existência de muitos vestígios de povos do passado, como pinturas antigas e gravuras feitas sobre as rochas, esqueletos preservados de seres humanos do passado, restos de instrumentos que esses povos usavam (como pedras afiadas usadas para cortar alimentos), etc. Por isso, esse é considerado um Parque arqueológico, pois revela informações sobre os nossos antepassados – como eram, como viviam.

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Para fazer pinturas como essas, os povos do passado obtinham pigmentos a partir de rochas. Eles moíam fragmentos de rochas coloridas e produziam suas tintas.

 

Na Caatinga faz muito calor e as plantas são adaptadas a sobreviver ao sol forte e à ausência de água. Tem plantas, como arbustos, que secam durante a época mais seca e depois rebrotam quando vem a chuva. Caem as folhas de muitas plantas. Na Caatinga, pode ficar mais de 8 meses sem chover, e certas plantas, como os cactos, armazenam água. As árvores que ficam perto de paredões de rochas não costumam secar, elas são chamadas de caatinga arbórea e são beneficiadas pela sombra proporcionada por essas rochas.

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Aproveitei a sombrinha da árvore para me proteger. Do lado esquerdo da foto, bromélias macambira e cactos. Do lado direito, arbustos e outras plantas secas.

 

A formação rochosa da Pedra Furada é o cartão-postal do Parque Nacional da Serra da Capirava. A rocha é de arenito, e o furo, que mede aproximadamente 10 metros de diâmetro, é resultado da erosão provocada pela água e pelo vento.

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Antigamente era permitido subir na Pedra Furada, mas depois que um turista tonto raspou a rocha para escrever seu nome nela, as subidas foram proibidas.

 

As formações rochosas do Parque Nacional da Serra da Capivara atraíam os povos do passado para essa região, pois, devido ao seu formato, as rochas acabavam servindo de abrigos naturais. Além disso, essas pessoas desenhavam sobre as rochas, e muitos desses desenhos foram preservados até os dias atuais. Eu vi desenhos que pareciam ser de animais, de pessoas, de cenas de caça, de guerra, de namoro, entre outros.

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Cânion na antiga Fazenda Canoas. Na parte de baixo do cânion tem uma parte da vegetação, formada por árvores, que fica verde o ano todo, e outra porção de vegetação que perde as folhas e vai secando durante o período da seca.

 

O Baixão das Andorinhas reserva um espetáculo aos turistas ao cair da tarde: um bando enorme de andorinhas sobrevoa velozmente esse cânion no final do dia, deixando a plateia encantada. Eu não tive tanta sorte, e no dia em que estive no Baixão, vi somente algumas tímidas andorinhas. Mas como o local é muito lindo, nem fiquei decepcionada.

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No Baixão das Andorinhas, no Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí, em 2016.