Floresta Amazônica

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Eu já tinha lido muito sobre a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e ficava encantada com as histórias e fotos que via deste lugar. Localizada em região de Floresta Amazônica, no estado do Amazonas, essa foi a primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável brasileira, criada em 1996. O objetivo de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável é conservar a natureza e manter a biodiversidade, ao mesmo tempo em que garante condições de vida justas para as populações humanas que vivem neste lugar.

Em 2015, eu fui pra Mamirauá, à procura dos peixes pirarucus e empolgada para saber dos projetos desenvolvidos pelas comunidades locais.

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As árvores da Floresta Amazônica podem atingir 60 metros de altura.

Na Floresta Amazônica os moradores reconhecem três tipos de paisagens: a mata de várzea, encontrada ao longo dos rios e em outros locais que alagam conforme o nível do rio sobe; a mata de igapó, que permanece quase sempre inundada; e a mata de terra firme, que está em terreno mais elevado e não alaga nunca.

Somente 4% da Amazônia brasileira é área de várzea, e a Reserva Mamirauá é a maior área de mata de várzea protegida do mundo.

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As variações no nível dos rios podem ser de até 12 metros. Isso quer dizer que se você visitar a Reserva na época de águas baixas e depois voltar lá durante a cheia, muitos dos locais que visitou anteriormente estarão debaixo da água.

Dentro da Reserva existe uma pousada, chamada Uacari. Ela tem esse nome porque na região existe um macaco, o uacari-branco, que é exclusivo da região, ele não existe em nenhum outro lugar. E como o nível da água dos rios muda muito ao longo do ano, subindo na época de cheia e descendo na época mais seca, a pousada é flutuante. Assim, ela acompanha a variação do nível dos rios e não alaga.

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No pontão da pousada Uacari, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em 2015.

Os moradores locais conhecem as plantas da floresta e utilizam elas na alimentação, para tratar de problemas de saúde, para fazer artesanato com sementes, entre outras coisas. As castanhas da castanheira servem de alimente. Da árvore sucuuba, por exemplo, é extraído um látex (também chamado de leite), com efeito anestésico, usado para curar dor de dente. As sementes de tento, vermelhas, são usadas para fazer colares e outros adereços.

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Quem anda distraído pela floresta, corre o risco de se ferir com espinhos como os do tronco desta árvore. É bom aproveitar o contato com a natureza, mas é preciso estar sempre atento!

Ao andar na floresta, podemos ter a impressão de que as plantas são todas iguais e que a paisagem é muito parecida. Mas os conhecedores da mata sabem reconhecer as diferentes espécies e também sinalizam se é preciso ter cuidados especiais com alguma delas.

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As folhas desta planta são cortantes e podem machucar a pele.

A munguba é uma planta com um fruto parecido com o da paineira; suas sementes são avermelhadas e envoltas em um material que parece algodão.

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Repare nas sementes deste fruto de munguba: parece que elas têm algodão ao seu redor, o que as faz flutuar e facilita sua dispersão pela floresta.

O solo do tabuleiro (foto abaixo) parece ser formado só de areia. Apesar disso, neste local há um projeto de cultivo de feijão, e as plantações se desenvolvem. As aves gaivota e corta-água colocam seus ovos perto da plantação de feijão para aproveitar a sombra das plantas.

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No tabuleiro há ninhos de tartarugas tracajá. Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, em 2016.

Quem não se protege bem do sol da Amazônia corre o risco de voltar pra casa bem queimado. Durante a visita ao tabuleiro, eu usei boné, filtro solar, camisa de manga comprida e acabei colocando a parte de baixo da minha bermuda que vira calça. O sol fica ainda mais potente em terreno de areia, pois ao atingir a areia, os raios solares refletem e acabam atingindo a nossa pele.

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Coloquei o boné para observar o voo incessante das aves.

Calorzão, areia quente, uma “praia de rio”… ah, que vontade de cair na água! Mas um mergulho pode ser fatal, já que os jacarés-açus nadam por ali e não recusam uma refeição.

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As gaivotas e corta-águas ficam meio aflitas com a presença de pessoas que se aproximam de seus ninhos.

Não é difícil encontrar sombra no meio da Floresta Amazônica de Mamirauá. Há muitas árvores, algumas bem altas e com copa grande, e também plantas mais baixas.

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Dos galhos dessa árvore se desenvolvem ramos, que crescem em direção ao chão e ajudam na sustentação da planta.

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